A violência psicológica, muitas vezes silenciosa, pode ser tão ou mais devasta que a violência física

A violência psicológica, muitas vezes silenciosa, pode ser tão ou mais devasta que a violência física e pode deixar danos irreparáveis para o resto da vida.

De uma forma geral, culturalmente a ideia do mal relaciona-se com tudo aquilo que não é desejável ou que deve ser destruído mas o mal, a dor e a violência aplicados ao outro existe e as suas “expressões” podem ser diversas, umas mais explícitas, outras mais substanciais mas sempre com consequências nefastas para quem por elas é atingido.

Quando falamos em violência falamos numa diversidade de problemas e realidades, como por exemplo: Violência Emocional ou Psicológica; Violência Verbal; Violência Física; Violência Social; Violência Sexual; Negligência.

Sabemos hoje que a violência psicológica ou emocional é uma agressão tão ou mais prejudicial que a violência física, sendo considerada a mais silenciosa de todas as formas de violência. Pode ser tão sutil faz com que muitas vezes não seja corretamente identifica, nem a própria pessoa que é violentada tem a real noção de que está a ser alvo deste tipo de agressão.

*A violência psicológica não deixa marcas “visíveis”, uma vez que o mal que provoca ao outro é por “dentro” mas a nível emocional e psicológico pode deixar “cicatrizes” para o resto da vida.*

Pode assumir a forma de:

  • Rejeição
  • Depreciação
  • Discriminação
  • Humilhação
  • Desrespeito
  • Punições ou castigos exagerados
  • Isolamento relacional
  • Intimidação
  • Domínio econômico
  • Ameaça de morte

Frequentemente a “estratégia” utilizada pelo agressor passa pela mobilização emocional e psicológica da pessoa vitimizada para satisfazer todas as suas necessidades de atenção, de carinho e de importância. De forma dissimulada o agressor tenta inferiorizar a pessoa, tornando-a dependente e com sentimentos de culpa.

Mas é bom ter em mente que ninguém está verdadeiramente só e que existem “redes de apoios” e serviços que podem proteger e apoiar pessoas que são vítimas de algum tipo de agressão!

Também é bom lembrar que a lei brasileira penaliza as situações de agressão identificadas e que por isso é tão importante observar uma situação de violência. Seja a nível psicológico, físico, social, sexual ou de outro tipo e seja infligida a uma criança, a um adolescente, a um adulto, a uma pessoa idosa ou a uma pessoa portadora de deficiência física ou mental.

A desinformação e o medo por parte das pessoas pode dar força ao agressor, pelo que é urgente inverter isso e sensibilizar as pessoas para o compromisso da não violência e da não discriminação.

A Organização Mundial da Saúde – OMS define saúde como “o completo estado de bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de enfermidade”. Desta forma podemos considerar que a saúde depende de um equilíbrio e de um bem-estar relacionados com as questões do corpo, onde se inclui a mente, a componente física e emocional (nível celular) e as questões relacionais e macro (nível social).

*Os efeitos da violência psicológica são vastos e sensíveis e podem permanecer durante muito tempo silenciosos.*

Podem incluir:

Desenvolvimento desequilibrado da personalidade (no caso das crianças)

  • Falta de esperança
  • Dificuldade em confiar
  • Dificuldade em criar laços e em construir relações
  • Influência negativa na vida sexual da pessoa vitimada
  • A pessoa vitimizada, consoante a gravidade das agressões emocionais e psicológicas, pode mais tarde passar a ter o papel de agressor em vez do de vítimas

Os sintomas apresentados pelas pessoas que sofrem de violência psicológica refletem muitas vezes, o stress de lidar repetidamente com as agressões verbais, humilhações e isolamento social. Estes sintomas podem potenciar em algumas pessoas o consumo de substâncias e a automedicação, traduzindo-se num consequente aumento de riscos para a saúde.

Outra dimensão importante no que se refere às mulheres é o impacto que a violência psicológica pode ter na saúde reprodutiva, direta ou indiretamente e onde se pode incluir: a gravidez não desejada, o acesso restrito ao planeamento familiar, o recurso a abortos ilegais, as complicações resultantes de gravidezes de alto risco e da falta de assistência médica, as infeções sexualmente transmissíveis, os problemas psicológicos, incluindo o medo de contacto e perda de interesse ou prazer sexual.

# Algumas Consequências de Ordem Psicológica:

  • Ansiedade
  • Angústia
  • Baixa autoestima
  • Irritabilidade
  • Depressão
  • Sentimento de incapacidade
  • Sentimento de culpa
  • Perda de memória
  • Abuso de álcool e drogas
  • Diagnóstico de pânico
  • Diagnóstico de fobias
  • Comportamentos destrutivos
  • Sensação de vazio
  • Tentativa de suicídio

    # Algumas Consequências de Ordem Físicas

  • Nódoas negras
  • Hemorragias
  • Fraturas
  • Dores de cabeça
  • Aborto espontâneo
  • Problemas ginecológicos

    Por Priscilla de Oliveira Rodrigues

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