O mês de maio é marcado como mês de combate a pedofilia.

Pensando em alertar os pais mediante a pandemia e todos passarem mais tempo em frente aos seus dispositivos, separei alguns dados importantes com o intuito de alertar e informar os pais quanto a seus filhos.

  • Segundo dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos mostram um aumento de 30% nos casos de violência doméstica desde que o estado de calamidade pública foi decretado no Brasil. E, apesar de ainda não ter dados numéricos, a Delegacia de Crimes Cibernéticos do Paraná aponta que também houve aumento de casos de crimes cibernéticos, como a exploração sexual infantil na internet, durante a pandemia.
  • Muitas vítimas infelizmente convivem com seus agressores. Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, dois terços dos abusos registrados em 2018 ocorreram dentro de casa, em 25% deles os criminosos eram amigos ou conhecidos das vítimas, em 23% os autores eram pais ou padrastos.
  • Segundo pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Estudos de Infância da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que uma em cada quatro meninas de até 18 anos já sofreram abuso sexual no país.
  • Outro estudo da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos apontou que entre 2011 e 2019, o canal Disque 100 recebeu pelo menos 200 mil denúncias.
  • O pedófilo tem diversas formas de se aproximar e ganhar a confiança da vítima aos poucos, inclusive, pode conseguir informação pelos amigos mais próximos.
  • O pedófilo cria estratégias na internet como clicar em um link, enviar algum material para ter acesso a criança ou adolescente.
  • É muito perigoso dar acesso livre à internet para as crianças. Sempre deixar as redes sociais ou acesso que elas tenham tudo bloqueado.
  • O pedófilo em geral pede acesso a foto ou vídeo, para as vítimas, por meio de perfis fakes em redes sociais.
  • Geralmente, os pedófilos também tentam marcar encontros se passando por outras crianças ou adolescentes.
  • É dever dos pais; sempre mostrar aos seus filhos sobre esse assunto de forma lúdica (desenhos, figuras) para as crianças e conversar com os adolescentes sobre o assunto.
  • O pedófilo atua inicialmente via internet geralmente nas redes sociais como facebook, Instagram, Messenger, youtube e afins.
  • O pedófilo sempre cria perfis falsos para ter contato com as futuras vítimas. Seja através das redes sociais ou sala de jogos virtuais assim como personagens dos desenhos da moda, personagens de filmes e animações preferidas da vítima.
  • O pedófilo aborda sua vítima na internet com fotos e vídeos de colegas de sala, colegas do bairro, condomínios e afins.

O pedófilo se passa por jovens e crianças da mesma faixa etária.

Joguinhos online tem um chat e é no chat que eles entram, começam a passar por crianças, começam uma conversinha, pedindo para a sua vítima comece a fazer isso, aquilo… passando isso para outra criança, que fazem. Os abusadores costumam fazer ameaças às crianças, dizendo que se elas não continuarem, eles mostrarão tudo para os pais.

  • O pedófilo pode se tornar amigo íntimo da vítima mesmo que isso leve anos. O objetivo fundamental é seduzir e posteriormente ter contato real ou obter suas fotos e filmagens.
  • O pedófilo pode fazer contato telefônico com um colega que forneça um número da vítima. Para seduzir e ganhar a confiança oferece presente e dinheiro pela informação.
  • Usam informações fornecidas pela própria vítima afim de ganhar sua confiança e chamar atenção.
  • O pedófilo pode convencer a vítima a ligar a webcam para conseguir filmar e fotografar para depois comercializar o material adquirido.

Como denunciar?

Diante desse cenário, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente desenvolveu algumas ações para combater a pedofilia durante o período de distanciamento social. Os abusadores estão em todos os lugares, por isso além dos canais tradicionais para denúncias como o Disque 100, 180 e sites, também foi lançado um app chamado “Direitos Humanos Brasil”, já disponível para os sistemas IOS e androide (com atendimento em Libras também).

A internet é um campo fértil para esse tipo de crime bem como a presença do agressor dentro da residência ou próximo. Por isso, é importante que os pais tenham cuidado com o que os filhos estão acessando e com quem eles estão conversando diariamente.


Fonte:  Priscilla de Oliveira Rodrigues

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