Líderes mais humanos

Líderes mais humanos

O que diferencia a gestão do passado para a gestão do presente é fazer com que as pessoas cumpram as normas “não porque são obrigadas”, e sim “porque é importante e necessário para o bem-estar de todos”. Esse conceito, embora a citação pareça muito semelhante, é o que define uma gestão comportamental com base na chefia ou na liderança.

Nossas atitudes interferem no humor das pessoas com quem convivemos, sobre quem fazemos gestão e por consequência interferem no nosso humor e qualidade de vida. Ser um líder servidor nos proporciona uma melhor saúde mental.

A gestão por chefia, atua com a Convenção e com o Regimento embaixo do braço e determina o que fazer, impõe normas em detrimento de evitar multas ou notificações.

A gestão por liderança, oferece segurança, orienta, gera conforto, felicidade para o condômino retornar do seu trabalho para seu apartamento e relaxar. Um condômino feliz entende que precisa colaborar, toma conhecimento das normas e as cumpre não “por ser obrigatório” e sim “porque é preciso”.

Em praticamente todos os condomínios, existe um ou outro contraventor ou menos engajado nos procedimentos, mas até com estes é preciso ter o cuidado de não usar a força desproporcional. Em geral, é esse morador pouco engajado que se encarrega de falar mal do síndico e descontruir a sua imagem.

Por experiência própria, tive uma vida profissional com muitas mudanças morando em vários lugares pelo País e por incrível que pareça, em praticamente todos os condomínios, nem me dava conta da existência de um síndico, apenas tomava conhecimento das normas e cumpria. Afinal, onde tudo funciona de acordo, nem tem porque acionar o síndico.

É importante se esmerar em relações humanas gerando valor a sua profissão enquanto nela estiver e ser bem quisto a partir do momento que termina seu mandato e passa a gestão a outrem. Vale para relacionamento com funcionários e com os condôminos. Ser líder “não é ser maleável”, é atuar usando e oferecendo o melhor que todos nós temos para o bem comum e sermos reconhecidos desta forma.

Enquanto síndico, entendo que ser um líder mais humano é a melhor alternativa e agir desta forma tem algumas premissas a serem seguidas que iremos comentar.

Obviamente que, para quem administra uma minicidade (acima dos 500 apartamentos) fica complicado, mas é possível fazer com parcerias em cada bloco, por região, enfim, meios diversos. Conhecer o jeito de ser, a forma de agir, a origem do seu condômino, ajuda muito a entender quanto a suas atitudes e permite que tenha uma atitude bem mais direcionada e produtiva.

Em último caso, multe, “mas em último caso”. Uma multa não recupera ou proporciona qualquer reação no sentido de fazer com que este morador passe a ser um colaborador, apenas o faz cumprir a obrigação, ou seja, torce a cada dia para que seu gestor seja substituído. Assim funciona nas empresas, assim funciona nos condomínios.

Gilberto Batista Perassa é sindico com formação em Economia, Processos Gerenciais, cursos avançados diversos pela Franklin Cowey (SP) e formação em Síndico Profissional pela Gabor RH. Atua em Workshops junto a FCDL sobre Organização Financeira e Liderança e micro empresário na área de treinamentos.


Fonte: https://condominiosc.com.br

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